22 de jul de 2014

31 de Maio de 2014

Foi no dia 31 de Maio de 2014. A maioria das pessoas não consegue auferir quando a vida pára ou quando decide-se de verdade levar a vida em frente. Eu lembro. Minha memória é rica em detalhes. Não tem como não lembrar essa data e as demais datas. Não que a noite tenha sido demais...não. Foi boa. O que merece ser lembrado não é a noite em si, mas sim o que ela significa. Significou o início, um marco interrompido intrínseco. Eu me libertei nessa data. Um lado do meu coração e da minha mente estavam obstruídos, intocáveis, intangíveis. Aqui estou eu em uma madrugada de segunda dentro do meu quarto, tendo consciência do passado e do presente. Estava aqui pensando, em tudo que aconteceu e o que está acontecendo comigo, quando na verdade, observo o quanto estou absorvida. Eu não sou a mesma pessoa e também não tenho mais a mesma rotina. Eu me perdi e me reencontrei. Eu me perdi tanto que quando me reencontrei eu não era a mesma. Isso decorre de muitas coisas e também da nova vida de graduada. Um mundo novo, 0 km. Eu continuei andando, apesar de ter ficado estacionada durante exatamente 06 meses. Nesse tempo eu me abri p mim e me fechei p resto do mundo, literalmente. Sou mais feliz hoje, com toda a certeza. Tudo chegou na hora certa, inclusive você. Se você tivesse chegado antes eu não teria notado. Estou nova em folha. Forte  e decidida das viagens de terça/quarta e quinta à Porto Alegre, e inteiramente feliz dos finais de semana em Torres. Dizem que passamos por duas fases de transição na vida, uma após a conclusão do ensino médio e outra com a conclusão da graduação. Eu não tive dor de cabeça com o vestibular, entretanto, o vestibular compensou a fase de pós graduação. Mas estou satisfeita com as minhas escolhas. O futuro depende de infinitas escolhas, viver não se baseia em continuar respirando.