13 de mai. de 2011

ABELARDO E HELOÍSA

"O romance entre Heloísa e o filósofo Pedro Abelardo iniciou-se em Paris, no período entre o final da Idade Média e o início da Renascença.

Abelardo havia sido recentemente pela Escola Catedral de Notre Dame, tornando-se, em pouco tempo, muito conhecido por admirar os filósofos não-cristãos, numa época de forte poder da Igreja Católica.

Heloísa, que já ouvira falar sobre Abelardo e se interessava por suas teorias polêmicas, tentou aproximar-se dele através de seus professores, mas suas tentativas foram em vão.

Numa tarde Heloísa saiu para passear com sua criada Sibyle, e aproximou-se de um grupo de estudantes reunidos em torno de alguém. Seu chapéu foi levado pelo vento, indo parar justamente nos pés do jovem que era o centro da atenções, o mestre Abelardo. Ao escutar seu nome, o coração de Heloísa disparou. Ele apanhou o chapéu, e quando Heloísa aproximou-se para pegá-lo, ele logo a reconheceu como Heloísa de Notre Dame, convidando-a para juntar-se ao grupo. Risos jocosos foram ouvidos, mas cessaram imediatamente quando o olhar dos dois posaram um sobre o outro. Heloísa recolocou seu chapéu, fez uma reverência a Abelardo e se retirou.

Desde esse encontro, porém, Heloísa não consegui mais esquecer Abelardo. Fingiu estar doente, dispensou seus antigos professores e passou a interessar-se pelas obras de Platão e Ovídio, pelo Cântico dos Cânticos, pela alquimia e pelo estudo dos filtros, essências e ervas. Ela sabia que Abelardo seria atraído por suas atividades e viria até elas. Quando ficou sabendo dos estudos de Heloísa, conforme previsto por ela Abelardo imediatamente a procurou.

Abelardo tornou-se amigo de Fulbert de Notre Dame, tio e tutor de Heloísa que logo o aceitou como o mais novo professor de sua sobrinha, hospedando-o em sua casa, em troca das aulas noturnas que ele lhe daria. Em pouco tempo essas aulas passaram a ser ansiosamente aguardadas e, sem demora, contando com a confiança de Fulbert, passaram a ficar a sós. Fulbert ia dormir, e a criada retirava-se discretamente para o quarto ao lado.

Em alguns meses, conheciam-se muito bem, e só tinham paz quando estavam juntos. Um dia Abelardo tirou o cinto que prendi a túnica de Heloísa e os dois se amaram apaixonadamente. A partir desse momento Abelardo passou a se desinteressar-se de tudo, só pensando em Heloísa, descuidando-se de suas obrigações como professor.

Os problemas começaram a surgir. Primeiro, esse amor começou a esbarrar nos conceitos da época, quando os intelectuais, como Heloísa e Abelardo, racionalizavam o amor, acreditando que os impulsos sensuais deveriam ser reprimidos pelo intelecto. Não havia lugar para o desejo, que era um componente muito forte no relacionamento dos dois, originando um intenso conflitos para ambos. Ao mesmo tempo Sibyle, a criada, adoecera, e uma outra serva que a substituíra encontrou uma carta de Abelardo dirigida a Heloísa, e a entregou a Fulbert, que imediatamente o expulsou. No entanto isso não foi suficiente para separá-lo.

Heloísa preparou poções para seu tio dormir e, com a ajuda da criada Sibyle, Abelardo foi conduzido ao porão, local que passou a ser o ponto de encontro dos dois.

Uma noite, porém, alertado por outra criada, Fulbert acabou por descobri-los. Heloísa foi espancada, e a casa passou a ser cuidadosamente vigiada. Mesmo assim o amor de Abelardo e Heloísa não diminuiu, e eles passaram a se encontrar onde pudessem, em sacristias, confessionários e catedrais, os únicos lugares que Heloísa podia freqüentar sem acompanhantes a seu lado.

Heloísa acabou engravidando, e para evitar aquele escândalo, Abelardo levou-a à aldeia de Pallet, situada no interior da França. Ali, Abelardo deixou Heloísa aos cuidados de sua irmã e voltou a Paris, mas não agüentou a solidão que sentia, longe de sua amada, e resolveu falar com Fulbert, para pedir seu perdão e a mão de Heloísa em casamento.

Surpreendentemente, Fulbert o perdoou e concordou com o casamento.

Ao receber as boas novas, Heloísa, deixando a criança com a irmã de Abelardo, voltou a Paris, sentindo, no entanto, um prenúncio de tragédia. Casaram-se no meio da noite, às pressas, numa pequena ala da Catedral de Notre Dame, sem nem trocar alianças ou um beijo diante do sacerdote.

O sigilo do casamento não durou muito, e logo começaram a zombar de Heloísa e da educação que Fulbert dera a ela. Ofendido, Fulbert resolveu dar um fim àquilo tudo. Contratou dois carrascos e pagou-os para invadirem o quarto de Abelardo durante a noite e arrancar-lhe o membro viril.

Após essa tragédia, Alberto e Heloísa jamais voltaram a se falar.

Ela ingressou no convento de Santa Maria de Argenteul, em profundo estado de depressão, só retornando à vida aos poucos, conforme as notícias de melhora de seu amado iam surgindo. Para tentar amenizar a dor que sentiam pela falta um do outro, ambos passaram a dedicar-se exclusivamente ao trabalho.

Abelardo construiu uma escola-mosteiro ao lado da escola-convento de Heloísa. Viam-se diariamente, mas não se falavam nunca. Apenas trocavam cartas apaixonadas.

Abelardo morreu em 142, com 63 anos, Heloísa ergueu um grande sepulcro em sua homenagem, e faleceu algum tempo depois, sendo, por iniciativa de suas alunas, sepultada ao lado de Abelardo".

Conta-se que, ao abrirem a sepultura de Abelardo, para ali depositarem Heloísa, encontraram seu corpo ainda intacto e de braços abertos, como se estivesse aguardando a chegada de Heloísa.

Fonte: http://www.casadobruxo.com.br/textos/abelardo.htm

7 de mai. de 2011

porque que eu não consigo escrever um post ou estudar

Essa semana de provas e provas na faculdade, e a vontade de escrever aqui..não flui. Me deparei com a seguinte pergunta: porque eu não consigo estudar, ou escrever?


Porque me dá fome... Cada vez que eu sento e tento ler alguma coisa, exclusivamente do Direito, me dá uma fome daquelas. Parece que eu tô de dieta há uma semana. Aí eu levanto, como um doce, como um salgado, tomo água, Coca. Fome resolvida, vamos trabalhar. Que nada. Comi demais. Preciso dar uma descansadinha senão o cérebro pifa. Acordo uma hora depois. Vou, estudar no computador, é mais prático. mas aí eu lembro que preciso tomar banho. Seja porque está frio demais ( minha casa é super gelada), e é impossível me concentrar com frio, tenho que  tomar banho e colocar uma roupinha quentinha, vai facilitar o fluxo das ideias... lá vou eu pro banheiro. Tomo o banho maaais demorado do mundo. Fico um tempão pensando no box. Visto a roupa adequada. Volto pro computadior, Escuto a minha gata miar na minha janela, exatamente do lado da cadeira do computador.. tento me concentrar no que estou lendo.. Mas não tem jeito, sou obrigada a levantar, pegar a gata da varanda, esperar ela comer ( se eu nao ficar do lado dela, esperando, ela definitivamente não come. Tem coisa mais chata que isso?), após, a coloco no meu colo e esfrego a cara dela. Esse processo é equivalente a uns oito minutos. Volto pro computador. Vou digitar algo, e nesse momento vejo que as minhas unhas estão em tamanho desproporcional, e o esmalte descascado. Paro para tirar o esmalte, lixar as unhas, afinal de contas, não dá pra digitar com elas assim. Processo finalizado, unhas devidamente amparadas, lixadas e bonitinhas. Olho pro computador. "Agora vai", eu digo pra mim mesma, "Mas antes vou só dar uma olhada nos meus emails, orkut,  msn, blog, ver se baixou o preço de tal livro no submarino....". Levo uns módicos 40 minutos para tentar responder a mensagens, acompanhar as páginas dos outros e voltar a pensar no estudo, ou no que estava escrevendo no blog. Penso no meu ovo de  páscoa delicioso da cacau show na geladeira. Levanto e pego só um pedacinho. Não consigo escrever nem um parágrafo porque quero só mais um pedacinho. Coloco uma meta. Se eu escrever um parágrafo como mais. Escrevo de qualquer jeito, um tanto quanto tosco, e vou comer mais doces. Volto culpada, pensando que eu devo ter algum problema. Escrevo mais um parágrafo e gasto uma hora corrigindo tudo o que escrevi e achando tudo horrível. Minha cabeça começa a doer. Deve ser porque eu trabalhei demais. Paro , vou lá em cima ver o que a mãe ta fazendo. Volto e escrevo mais um parágrafo. Lembro de que não lavei a droga da louça do meio dia!!  Volto disposta a terminar, seja de estudar ou escrever algo p cá. Digito mais algumas frases. Corrijo todas as anteriores. Resolvo que se eu der uma descansadinha as coisas fluem melhor. Quando eu percebo já está quase na hora de  ir p faculdade de novo, fazer a maldita prova, do qual eu devidamente não estou apta. Ou, se estava tetando redigir um textinho, paro tudo e vou ler um capítulo de cada um dos 3 livros que eu estou lendo.


Boa é a vida da minha gata. Acreditem, ela passa o dia inteiro na mesma posição da foto, só troca mesmo o lugar do pátio p se deitar.

1 de mai. de 2011

BUENOS AIRES



compramos as passagens, lá vamooos nóóós!

13 de abr. de 2011

AMOR, HONRA, CULPA, MEDO, REDENÇÃO.

" Seriam um erro dizer que Sohrab era quieto. Quieto significa em paz. Tranquilidade. Estar quiero é baixar o botão do volume da vida.
O silêncio é pressionar o botão para desligar. Desligar tudo. O silêncio de Sohrab era o silêncio auto-imposto daquels que têm convicções, daqueles que protestam, que tentam defender a sua causa recusando-se a falar. Era o silencio de quem se escondeu no escuro, dobrou todos as bordas e as prendeu, bem enfiadas nos cantos, como se faz com um cobertor."

Hosseini Khaled, O CAÇADOR DE PIPAS, pag.355,356.

30 de mar. de 2011

12 de mar. de 2011

Nenhum pai deveria ver o filho morrer..

23 de fev. de 2011

De Violências contra a Mulher e do "Ideal de Estupro"

Cito o post da Clarissa de Baumont no Blog Lamento della Ninfa,sobre esse video..

''Por que tudo foi gravado? Os senhores que cometiam essa violência tinham conhecimento do artigo 249 do CPP e de que não podiam agir por tais meios, ou na corregedoria da polícia trabalha quem desconhece a legislação?  

Será que assumiriam, então, o risco de gravar um vídeo dessa mulher sendo despida se não tivessem "certeza" de que encontrariam o dinheiro?

Qual o valor de um vídeo, uma produção, como prova? Vale o quê?

Como o mágico encontra sempre o passarinho que já tinha para o público, eis que as provas se materializam compondo o que se vê: um espetáculo.

O grotesco da situação evidencia conceitos que pautam as relações sociais.  A cena de nudez da mulher ocorre em função da "masculinidade dos homens". Um homem não pode exigir (querer, desejar, demandar) a nudez de outro homem e, portanto, se fosse um homem ali não haveria nada disso (tais ideias sobre esse vídeo são trabalhadas com maestria no texto de Salo de Carvalho, De Violências contra a Mulher e do "Ideal de Estupro").

Muitas pessoas proclamam que não existem mais diferenças violentas entre homens e mulheres, que a igualdade de gênero aumenta e a liberdade feminina é evidente. É uma ilusão.

Ilusão porque o aumento do papel da mulher no mercado de trabalho se deve mais à organização econômica que lhe necessita para que sobreviva, cresça, movimente-se do modo esperado. E porque a liberdade sexual da mulher ainda se legitima de acordo com a ideia de que é melhor ao homem que assim seja, para se falar das duas coisas mais proclamadas como argumentos da igualdade de gênero.  

Não é preciso ir atrás das burkas procurar a opressão feminina, tão mascarada no ocidente. Permanece o ideal de existência feminina como algo que precisa servir ao masculino. Se não serve, é uma existência vulgar, ou inútil, ou desprezível, ou todas essas coisas. A mulher tem um sentido geral antes de instrumento à satisfação do homem que de algo que exista por si mesmo.

O que é preciso antes de tudo é que as mulheres não busquem ideal algum que não o da mulher livre, que independe do referencial da masculinidade. Mulher como ser humano e não como oposição ao homem. Aos homens o mesmo, porque a opressão da mulher é ao mesmo tempo a do homem, na sua outra face.

Ainda que houvesse dinheiro escondido com aquela mulher, o que aconteceu continuaria sendo absurdo. Afinal de contas, a barbárie de se jogar homens aos leões não se redime pelo fato de se jogar criminosos aos leões. Ao contrário, é inclusive pior, porque se forjam suas justificativas como se houvesse possibilidade de justificar. ''



15 de fev. de 2011

o babaca e o canalha

“Todo mundo acha isso tão romântico: Romeu e Julieta, amor verdadeiro… Que triste! Se Julieta foi burra o bastante para se apaixonar pelo inimigo, beber uma garrafa de veneno e ir repousar num mausoléu, então ela teve o que merecia.” (Grey’s Anatomy)

 Acho que todo mundo já deve ter ouvido a suposta frase: ''Mulher gosta de homem canalha'' ou “Mulher gosta do tipo errado”, e não tiro totalmente a razão, não. Muitas mulheres já entram de cabeça em um relacionamento,já sabendo que a coisa não vai ter muito futuro.

Mas tem o cara canalha e o babaca. Esse último simplesmente olha pra tua cara e te convida p sair,sem mais,sem menos,e claro exibindo sua aliança..seja ela de compromisso ou de casamento. E ainda se for perguntar p sujeito referente ao seu dedo..' ah isso,poxa isso não é nada,até briguei c/ ela'.. pobre mulher..talvez você até mesmo conheça ela..isso sim é homem babaca.

Não há nada de extraordinário em ser a outra. Quem se submete e aceita ser a segunda, nunca será levada a sério para ser a primeira.
E se acontecer..quem dirá que não haverá uma segunda após? e a confiança?e desconfiança?

E o tipo canalha é aquela delicinha de homem que te puxa pela cintura, te beija até tirar seu fôlego, te enloquece. E no outro dia,não te procura,só pra te deixar na vontade. O tipo canalha geralmente quer diversão..mas ai que tá..é difil achar uma mulher que se encaixe exatamente nisso : sexo,sintonia e diversão.

Pois é, esse lance de paixão é mesmo cego, surdo, mudo, esquizofrenico e retardado.

Mas no final das contas não importa muito se o cara era um babaca, ou um canalha. De uma forma ou de outra, cada um tropeça nas próprias pernas e acaba aí… Sozinha, sentada em frente ao computador se identificando com um texto em um blog..

O cara pode dizer que sou linda, uma deusa na cama, que está apaixonado, e em casos mais graves, até que me ama, mas a minha reação será sempre a mesma: Balanço a cabeça e digo “aham”.

Não precisam e nem devem acreditar nessas lorotas, apenas entrem no jogo e façam dele o seu jogo. Uaiiiiiiiii

tchau Volkswagen

.. e viva ao seguro desespero.

23 de jan. de 2011

sabe quando as coisas não fazem mais sentido? ..nenhum lugar onde se vai,parece ser o caminho..nenhuma pessoa..